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sábado, 10 de novembro de 2012

True Blood: 5 Temporada



O que é você?

É com essa pergunta, de certa forma simples, mas ao mesmo tempo, complexa, que se resume o quinto ano de True Blood.

O que dizer sobre o quinto ano dessa série? Não foi ruim, porém, não foi boa. Faltou algo, mais drama, mais junção dos arcos, muitos personagens soltos, bom, os problemas são os mesmos de sempre. Mas neste ano, algo deu certo e algo também deu errado, hilário dizer isso e complicado compreender. Talvez, por eu ser fã da série, não consiga ver só falhas.

Para esse quinto ano, o tema principal voltou a ser a fé que cega, mas agora ligada a um outro ponto que já foi abordado pelos diretores, que é a questão política. Muito se falou sobre a Autoridade, mas nada sobre o que seria, como seria formada, sobre o que estava baseada. Neste ano, tem -se a resposta para algumas perguntas, mas ao final, novas são feitas.

Após o término da quarta temporada, o seriado deixou vários pontos em aberto. Todos os pontos se fecharam ainda no começo do primeiro episódio. Algumas tramas deram certo, outras nem tanto. Mas o que ao meu ver deu certo, é que essas pequenas tramas paralelas conseguiram prender a atenção e trazer bons momentos ao seriado. Nas primeiras duas temporadas, todo enredo da série se concentrava em apensa dois arcos ao máximo, a partir da terceira, personagens de apoio tiveram espaço e foram ganhando peso dentro da série, isso não deu muito certo, já que são muitos personagens, muitas tramas, muito difícil acompanhar. Esse lance de todos os personagens estarem envolvidos em algo é legal, mas perigoso. Legal pois os deixa dentro do mundo e não solto para aparecerem e falarem algo sem importância, deixam de ser um mero elenco de apoio e ganham vida dentro do contexto da série. Perigoso pois se há muitos personagens e não tiver um bom roteiro que una esses arcos, tudo se perde e foi isso que aconteceu principalmente na terceira temporada. 


Neste quinto ano, houve mais tramas, mas estas conseguiram ser bem trabalhadas. Tara e sua difícil aceitação como vampira, seus dramas com Sookie e Lafayette e posteriormente, sua boa interação com Pam, rendendo ótimos momentos. Jason e sua complicada relação com Jéssica e Hoyt, dando um dos finais mais ternos e sensíveis de todo seriado. Sookie, suas origens e sua relação com as fadas, Lafayette enfrentando seus demônios, já que adquiriu os poderes dos ancestrais de Jesus. Arlene e seus problemas envolvendo espíritos e fantasmas e por fim, a Autoridade, o grande tema da temporada.

Após Tara ser morta por Debby, ela é vampirizada por Pam, a pedido de Sookie. Tara como vampira, fica apreensiva e perdida nesse caminho, pois ela se tornou naquilo que ela mais desprezava e odiava. Essa trama envolvendo essa personagem passa por dois momentos, um drama comovente ao lado de seu primo e de sua melhor amiga, e numa segunda parte, sua relação com Pam, a educando e mostrando como é ser vampira. Esse momentos serão engraçados e intensos. Com essa trama, essa personagem recupera aquele carisma perdido ainda na segunda temporada.

Lafayette com o passar dos episódios, ganha uma história própria, ela não tem importância ao contexto da temporada, mas torna-se tocante pela despeda final entre ele e Jesus. A cena do carro possui tanta delicadeza, conforto e dramaticidade. Nada se diz, nada, apenas um olhar de despedida, de respeito e amor. Nesses momentos True Blood mostra seu potencial, apesar de ser uma série vampírica, sua grande força está nos dramas de seus personagens, em suas escolhas e nos seus medos.

Sookie nesse quinto ano fica meio apagada, sem relevância. A busca da verdade sobre seus pais a leva a conhecer seus poderes, sua essência e um perigoso segredo: ela está prometida a um vampiro muito antigo. Um dos seus parentes fez um pacto com sangue de fada e como oferta a ofereceu. Claude conhecia esse vampiro e o espírito dele aparece a jovem fada numa noite e além do mais, a fada anciã afirmou que toda sua ligação com vampiros está relacionada a esse pacto. 



 

Arlene serviu pra encher linguiça, mas eu gosto das tramas envolvendo essa personagem. A do quarto ano foi tocante, terna e envolvente. Perdão e redenção guiaram aquele arco, a desse está preso ao passado, aos atos cometidos. Todo pecado será cobrado e ele vem. O fim desse arco é forte, tenso e nos faz pensar o que é certo ou errado. Haveria outra forma?

O principal núcleo desta quinta temporada fica por conta da Autoridade. Não houve um vilão de fato neste quinto ano, mas apenas o mal que foi representado por uma ideia e um pensamento e esse se materializou em diversos personagens no decorrer dos episódios. Após Bill e Eric matarem Nam, eles fogem, mas são pegos pela Autoridade, no meio do caminho são libertos por Nora, irmã de criação de Eric.

Primeiramente conhecemos Roman, a autoridade. Ele é a figura máxima da ordem dos vampiros. Ele acredita fielmente mesmo numa coexistência entre humanos e vampiros. Para eles, os homens são à base de toda a existência e não apenas alimentos. Ligados a fé, teem como mãe de todos os vampiros, Lilith. Ela foi a primeira vampira e criada a imagem de Deus. Dentro dessa fé, há a explicação de toda existência vampírica, humana e de outras criaturas. 


Dentro da autoridade, outra linha de pensamento ganha força e adeptos. São os que vão ao extremo dessa fé e acham que os humanos são apenas alimentos e nada mais. Eles acreditam que os vampiros devem assumir sua posição de filhos e tomar a terra. Enfim, pregam uma guerra santa, estes são os sanguinistas e toda trama está ligada a esse movimento sanguinista e todos os passos são dados para que se cumpra esse desejo. A libertação de Russel, a prisão de Bill e Eric e a morte prematura na série de Roman.

Após ser revelado todos os planos, nos é mostrado os vilões, mas estes ainda sim não são. São os pensamentos e a fé que os guia. Sendo assim, Nora, Salomé, Bill, Roman são apenas objetos dessa fé. A própria figura que aparece, como sendo a própria Lilith é uma referencia a isso. Ela é algo em que eles possam acreditar, ela é a que causa toda morte e destruição. Segundo Godric, o vampiro criador de Eric, ela é uma deusa ateia, decida a propagar o terror. Para os vampiros ela é Lilith. Enfim, é a materialização de uma crença.

É nesse sentido que se encontra o grande dessa temporada. Unindo a ideia que deu certo na segunda temporada que foi a fé mais o tom político da terceira, tem-se uma mistura perigosa. Com os sanguinistas dentro da autoridade como força principal, inicia-se uma fase sanguinária, onde humanos são mortos descontroladamente. O governo dá um ultimato aos vampiros, se continuarem dessa forma, irão revidar propondo a extinção dessa raça. Romam sabia dessa probabilidade, por isso, pregava tanto a união pacífica. Mas os sanguinistas não, sendo guiados pela fé, irão até as últimas consequências.

Com os vampiros sedentos por sangue e várias mortes humanas acontecendo, o clima fica tenso e todos se voltam contra eles, incluindo as fadas. Ao final da temporada, um clima de guerra é estabelecido, mas não chega a ser tornar real. Como de costume e isso que deixou a série morna, toda uma carga de fatos acontecem nesse último episódio e nada se fecha e tudo se abre.

Apesar de todas as falhas e foram várias, muitos pontos deram certo. As tramas paralelas foram bem trabalhadas, muito bem trabalhadas, conseguindo dosar drama e comédia no tom certo. Até no arco envolvendo Arlene ou do Andy deram certo. Alguns personagens saem de cena, Hoyt é um deles e a despedida dele é uma das cenas mais comoventes de toda as temporadas de True Blood. Outras personagens ganham presença, como é o caso de Holly, como eu gosto dela, isso achei ótimo e o clã das fadas tiveram mais presença. Ainda falta estabelecer uma história melhor, envolvendo a rainha da fadas, aquela que enfrentou Sookie no começo da quarta temporada. 



 

True Blood soube abordar os dramas, os levando ao seu ápice, mas ainda sim, são muitos os personagens e isso cansa. Allan Ball fez seu último trabalho frente a série, agora o seriado ficará com outro diretor, isso pode melhorar o caminho desta série, ou arruinar de vez. Ball é um diretor ligado ao drama, nesse sentido, quando a série quis invocar estes momentos, foi muito bem direcionado. Seu olhar para o humano é ótimo. Porém, quando tentou criar algo grande, perigoso, aquele clima de tensão e batalha, foi falho.

O que é você? Ou, o que nós somos ou desejamos? Todos os personagens passaram por essa dúvida e ao assumir uma ideia, uma identidade, enfim uma resposta para esse pergunta, nos leva também a aceitar todos os lados dessa figura, o bom e o mal. Podemos mudar quem somos, mas se mudarmos, estaremos sendo nós mesmos. Mas se não gostamos do que somos, o que podemos fazer? São dúvidas como estas que nos movem, nos guiam e nos fazem ser quem somos, uma busca infinita de nos compreender e de tentarmos ser pessoas melhores.

Essa foi a busca dessa temporada e a esse fim alguns personagens chegaram. Jason e seu desejo por vingança contra os vampiros, Jéssica e seu total desamparo. Sookie e seu medo do que lhe poderá acontecer e Bill assumindo um lado escuro seu, buscando poder, ódio e rancor, o fazendo como o grande vilão do quinto ano e provavelmente do sexto também. 



terça-feira, 22 de novembro de 2011

True Blood 4ºano: Tenso, muito tenso


A vida é muita vezes injusta. A dor está ao nosso derredor de todos os modos, da mesma forma que a morte, o medo, a sensação de fraqueza e a limitação também. O que podemos fazer diante de tal fato? Apenas aceitar e continuar respirando, continuar com os sofrimentos, com os dias e as noites. O que vem após a morte é uma incógnita, porém mesmo diante dessa incerteza, ainda cremos que se há vida lá do outro lado, essa possa contornar a dessa, é nisso que nos confortamos e, de certa forma, esperamos. É nesse aspecto que a quarta temporada de True Blood se concentra.

O quarto ano mostrou-se superior a terceira temporada em vários aspectos. Com histórias mais costuradas, uma maior interligação entre as tramas paralelas e o melhor desenvolvimento de alguns personagens. A batalha final, como de costume no seriado, foi o fraco da temporada. Poderia ter havido um maior confronto e tensão entre as bruxas e os vampiros, mas tudo se resolveu muito rápido.

Após Sookie descobrir a verdade sobre Bill, ela o expulsa de sua vida. Segue amargurada para o cemitério, único lugar de descanso para ela, pois nesse local, ela não pode ouvir as vozes dos que estão a sua volta e pode ficar mais perto de sua avó. Nesse momento surge Claudine e a leva embora, para um outro lugar onde ela poderá se sentir mais em casa e protegida. O terceiro ano acaba aí. É nesse exato instante que começa a quarta temporada.



O mundo das fadas proposto por Ball lembra muito o do filme “Sonhos de uma noite de verão”. Um cenário meio tosco, uma luz clara e forte, envolta de uma árvore meio antiga e rústica. Lá estão varias pessoas que assim como ela, têm a capacidade de lerem mentes e dentre essas está o seu avô. Só que nesse local, nem toda a beleza é de fato bela, ou nem todo paraíso é de fato um verdadeiro paraíso. Esse refúgio das fadas guarda um tom sombrio e quando ela percebe em que terreno está pisando, Sookie tenta fugir com seu avô, que estava nesse reino há anos. Após esse primeiro confronto com uma possível vilã, ela consegue retornar para a sua casa. Ao voltar, é pega pela informação que se passaram 18 meses desde que ela deixou Bom Temps e nesse meio tempo, muita coisas haviam mudado.

Após essa informação, vamos vendo como está casa personagem pós um ano praticamente, alguns mudaram outros nem tanto. Arlene fica cada vez mais aflita com relação ao seu filho, achando que ele possa ser algo perigoso. Jess e Royt lidam com a difícil tarefa de viver um casamento. Sam conhece um grupo de metamorfos e com eles passa a descontrolar a sua raiva. Seu irmão é acolhido por Maxine como filho e tenta manter a pose de bom moço. Jason adquire mais responsabilidade ao tomar conta da tribo dos homens-panteras.

Tara passa a viver em Nova Orleans, começa a se relacionar com uma outra garota e ganha a vida  em torneios de luta livre e seu primo, Lafayte junto de Jesus, vão tentar entender a razão dos seus poderes. A mudança mais radical fica por conta de Bill, que após o confronto com a rainha, consegue eliminá-la e torna-se mais novo Rei do pedaço, ficando acima de Erick, esse que por sua vez já declarou seu amor por Sookie e espera o retorno dela. Ainda nos primeiros episódios somos apresentados em passos lentos às bruxas e, pouco a pouco, vamos vendo como elas dominarão a temporada.



Algumas tramas foram encerradas ainda no começo da temporada, como é o caso do Jason, sua louca paixão por Cristal e sua relação com a tribo da garota. Os pais de Sam deixam a temporada, mas antes provocam mais tensão na trama, colocando em ápice um personagem que já estava meio apagado. Com Tommy sendo o responsável pela morte deles, uma nova mitologia adentra o universo de True Blood. Essa ideia rendeu bons momentos e também selando a participação desse personagem no seriado ao estilho mais intenso e trágico possível. Eu, particularmente, gostei muito do modo como sua história foi encerrada na série.

O filho de Arlene que até a última temporada dava contornos que seria algo macabro revelou outra coisa completamente diferente. Está certo que Ball frustrou as perspectivas de praticamente todos diante desse baby, mas não pode-se negar o tom leve, suave e sensível proposto pela história. O que move essa quarta temporada é a nossa incapacidade de mudarmos as condições de nossas vidas e como isso nos fere e essa personagem que interage com essa criança representa fielmente isso. O arco abordado envolvendo essa louca família interligou com o drama de Lafayate, fechando assim as histórias e promovendo uma união entre os diversos núcleos. Da mesma forma que o terreno envolvendo Jessica, Hoyte e Tara foram se convertendo para o eixo principal: bruxas.

As bruxas são humanos que possuem uma certa sensibilidade para com os elementos sobrenaturais. Odiadas pelos vampiros, devido a um fato do passado, elas buscam vingança. Antônia, a vila desta temporada, possuiu o corpo de Marmie para que ela pudesse se vingar dos vampiros, já que estes abusaram dela e de outras como ela em tempos antigos. Por elas serem figuras muito poderosas, capazes de até dominarem esses seres da noite, o confronto entre eles renderam boas batalhas.

Um dos elementos que chamaram a atenção desse quarto ano foi a perda da memória de Erick. Após confrontar Marmie, ele perde todas as suas lembranças e Sookie passa a protegê-lo. Essa ligação foi um dos fatos mais bacanas. Já havia entre eles uma certa química e tensão, com esse novo elemento, a fadinha pôde conhecer um outro lado desse vampiro sanguinário, se rendendo aos prazeres carnais com ele. Além desse ponto, vários foram os outros elementos que deram fôlego a essa série, como a mudança mais do que bem vinda de Tara e sua aproximação com as artes de bruxaria. A personagem de Holly ganhou mais destaque e conjuntamente de Sookie e Tara deram um ponto final a todo esse lance de espíritos e feitiços.

Episódios bons foram vários, destaque para o que abre a temporada, o oitavo e os três que encerram o ano. Como de costume e dando a entender como uma característica da série, toda a trama se desenvolveu no penúltimo episódio, com apenas uma extensão de poucos minutos no episódio final. Mas toda sesalon finale foi usada para apresentar novos temas e assuntos que serão abordados na temporada seguinte.

O episódio final lembrou muito outra série trabalha por Ball, A sete palmos. A morte esteve constantemente ligada a todos os personagens da série de uma forma muito terna e delicada. Seja na aceitação da vida por meio da personagem de Marmie, no retorno dos espíritos ou na relação final entre Lafayate e Jeses que ao meu ver foi a mais terna.



“Continue respirando”.

Sem dúvida essa foi a trama que mais me chamou a atenção, tanto pela naturalidade como abordaram o homossexualismo, sem esquecer do preconceito em torno deste tema, quanto pela questão da morte enquanto vida. Lafayate resume o tema principal desse ano, a dor está em suas mãos, em seus olhos. O que fazer quando não há mais motivo para se viver, quando há a sensação de que a vida e o destino foram injustos e amargos com você? Nada, não se pode fazer nada, apenas continuar respirando e deixar com que a raiva se amenize para que um dia ela torne-se suportável. Não podemos mudar os traços e escolhas de nossas vidas, não podemos controlar o nosso destino, podemos apenas aceitar a vida, a morte, a dor e apenas continuar, simplesmente continuar.

Umas das críticas feitas a série é que nela haviam muitos personagens que estavam dispersos da trama principal e isso ficou muito claro na terceira temporada, sendo um recurso que não deu muito certo. Já nesse quarto ano, houve uma maior conexão entre os núcleos da série. Outro ponto positivo foi o massacre ocorrido nesse quarto ano, ao todo oito personagens tiveram suas vidas ceifadas.

True Blood está caminhando para seu quinto ano. Ao meu ver, a série já está chegando naquele momento em que se deve pensar num final para ela. Está certo de que os livros das quais ela é baseada tem mais de oito publicações, mas elas são duas obras distintas, uma é literatura e outra cinema.

Allam Ball já deu algumas entrevistas de que não pensaria na série ultrapassando sete anos, pois aos seus olhos, não seria interessante e além do mais, os atores envelhecem e como isso faria sentido aos vampiros que são eternamente jovens. True Blood ainda continua intensa e ótima, mas seu final já tem que ser pensando e suas tramas fechadas. Muitas séries provaram da longevidade e não deram muito certo, mesmo tendo ótimos arcos e um excelente argumento e roteiro, pois o fim chega e não há como negar isso.

domingo, 13 de novembro de 2011

True Blood 3ª temporada: Vampiro Mal, muito mal, rsrsr


Na terceira temporada o que prevalece é a questão de se descobrir quem realmente nós somos. Todos os personagens buscam, diretamente e indiretamente, compreender quem realmente são e isso por meio do seu passado, dos seus erros ou dos seus desejos.
Sam, o passado que envolve sua família; Sookie, o segredo que está relacionado a quem ela realmente seja; Erick, que ainda tem sentimento humanos; Jéssica, entre ser uma vampira e uma garota que quer apenas viver um amor e Tara, tentar encontrar um caminho em meio aos seus erros e buscando ser alguém que não seja apenas uma vítima da história, mas também não mais aquela mulher rude que não deixa ninguém se aproximar. Eles buscam um meio termo, uma explicação ou algo que lhes possibilite desvendar os segredos que cercam seus medos e receios.
Um dos pontos em que a série foi amplamente criticada negativamente foi com relação ao leque de histórias que abriu ao decorrer da temporada. O tema que regia esse terceiro ano foi revelado ainda no começo, no caso, quem sequestrou Bill e por quais motivos. Porém, outros assuntos foram ganhando espaço, sendo que ao final da temporada nada foi finalizado ou explicado. Sam e sua excêntrica família, Jason e seu novo relacionamento e responsabilidades, Lafayette e sua relação com Jesus. O filho de Arlene, dando a entender que ele será algo meio macabro e por fim, a deixa para a quarta temporada com a presença das bruxas que dominarão o ano seguinte. Além do mais, o vilão deste terceiro ano, O Russel, o rei dos vampiros, não foi morto, propondo um retorno mais adiante. O único ponto que foi revelado é o verdadeiro motivo que levou Bill à cidade e que na verdade ele não é tão bom assim.

Em falar nisso, esses foi um dos aspectos interessantes desse terceiro ano. Bill que até a temporada passada era mostrando como correto, sem falhas e disposto apenas a tentar conviver em sociedade com os humanos, revelou totalmente o oposto. De falso a manipulador, deixou a pobre garota ser ferida e apanhar quase até a morte para que ele pudesse salvá-la e dar do seu sangue, criando assim um laço inquebrável com Sockie. Nesse sentido, não se sabe se a paixão que ela nutre por ele seja real ou algo plantando e controlado pelo sangue do vampiro. Já com Erick foi oposto, sempre zelador para com a loirinha e revelando seus sentimentos ao final da temporada, fez com que ela ficasse meio perdida em seus pensamentos.

Mas também houve bons momentos, muitos bons momentos como as crises de Arlete com a sua gravides, as ótimas tiradas de Pam e seu relacionamento com seu criador, Ercik. As cenas quentes e nada normais entre Bill e sua vampira criadora e não podendo esquecer, o ótimo vilão deste ano, Russell, que após a morte de seu amado ficou completamente louco. Nan deu os ares de sua presença, confirmando seu lindo e sarcástico sorrisinho ainda mais no quarto ano.
Quanto a fotografia, impecável. O jogo de sombra e luz na cena da casa de Sockie, quando essa foi atacada por Russel e sua turma, estava ótima. Na trilha sonora, boas canções, não apenas boas, mas excelentes, jazz, blues e todos os ritmos estiveram presentes. No elenco, Denis O'Hare como Russel, o melhor e Raquel Ewan Wood, encantadora e perigosa na medida certa.

sábado, 17 de setembro de 2011

Angel - 4ª Temporada

O quarto ano, que considero pessoalmente a melhor temporada, possui uma tensão em todo o momento da série. Porém, o final ainda deixa um pouco a desejar.

Após Angel ser encontrado por Wesley, ele expulsa Connor e todos vão em busca de Cordélia. Após saberem que Cordy está num plano superior, devido a ela ter sido revelada aos poderes, eles se conformam com sua saída, mas o retorno dela os deixa confusos, ainda mais porque ela não se lembra de quem seja. Entra no seriado como personagem recorrente Elen, uma garota com capacidade sobrenaturais

Uma besta aparece em Los Angeles, promovendo uma sequência de mortes com o único intuito de realizar oferendas e sacrifícios para a chegada de seu mestre. Com o decorrer dos episódios, descobre-se que Connor tem uma ligação com esse ser e que Angelus o conheceu em tempos antigos. Devido a todo material a respeito dessa criatura ter sido varrido da história, eles buscam em Angelus as respostas para suas perguntas. Com isso, resolvem quebrar o feitiço sobre Angel e fazê-lo com que ele perca a alma.

Com o retorno de Angelus, a situação só piora. Wesley então convoca Faith para socorrê-los. Ela que estava presa, com a ajuda dele foge e partem para Los Angeles caçar Angel. É nesse momento que se descobre quem é a verdadeira vilã da temporada, ou no caso, o mestre da Besta que está para chegar a cidade.


Apesar de toda a temporada ter sido empolgante, o embate final entre Jasmine e Angel foi muito rápido. Nada que tenha estragado o desempenho todo da temporada, mas poderia ter rendido mais tensão entre eles. O melhor da temporada sem dúvida é a mudança radical de personalidade de Cordélia e como pouco a pouco ela enganou a todos conseguindo realizar seus planos.

Outra parte interessante foi o retorno de Faith à série, protagonizando um dos melhores episódios da temporada. A cena dela quebrando o banheiro foi ótima. A participação especial de Willow também foi bacana. Seu embate contra Cordélia na magia para recuperar a alma de Angel foi excelente. Isso mostrou que, mesmo Buffy e Angel serem seriados diferentes, ainda tentaram manter uma harmonia entre os dois.

Todos os episódios desse quarto ano foram excelentes, até a ponta em que a personagem de Darla aparece, como uma enviada d'Os poderes que Valém, tentando convencer Connor a não continuar com tudo aquilo foi ótimo. O embate entre ela e seu filho, ao meu ver, se concentrou no grande destaque dessa temporada. Ela tem na desculpa de ter sido uma vampira, ou seja, uma criatura sem alma, a desculpa para ter matado inúmeras pessoas, mas e ele?

Porém, o melhor a ressaltar é a história que move esse quarto ano. Essa quarta temporada fecha as histórias ainda iniciadas na primeira temporada: o motivo de Cordélia receber o dom, de Darla ter retornado, de uma gravidez impossível, de um vampiro com alma. Todos os atos foram minimamente planejados, isso conforme o argumento da série, fechando assim todo um arco.

Sobre as metáforas que regem a série, vale destacar várias. Nossos atos são aceitos ou somos isentos das responsabilidades de nossos erros, a partir do fato de termos uma desculpa plausível? Todos os personagens nesses dois anos, cometem erros, falhas e ações que os colocam numa relação que os não diferenciam de seus inimigos, ou os chamados violões da história. Essa ideia fica clara mais ao final da temporada, quando eles recebem a oferta de dirigir a filial da empresa de advogacia de Los Angeles.

Fora esses temas, houve ainda na série varias referencias à vida, morte, pecados, arrependimentos, redenção, preconceitos, escolhas, o preço a se pagar para se ter o quer na vida ou mesmo o desejo de se ter a paz, mediante ao sacrifícios de inocentes. Todos que percorrem essa série desejam algo, apenas algo: dinheiro, poder, perdão, paz, ou apenas viverem, mas são confrontados pelos seus erros, suas limitações ou suas hipocrisias.





Vale ressaltar também nesse quarto ano a relação de Lailah com Wesley. O que era baseado apena numa troca de prazeres, mostrou-se muito mais ligada a sentimentos, dando a entender que por mais que queiramos manter relações frias, baseadas em acordos, sentimentos sempre florescem, são despertados, enfim, vividos. O desfecho entre eles se deu de uma forma muito comovente e sensível, meio que humanizando a personagem dela.

No final, a questão que fica é: todos tem um preço, até quando iremos resistir as ofertas?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Angel - 3ª temporada

A série, sobre um vampiro com alma que tenta buscar a redenção para os seus pecados e passa a lutar contra toda a forma de mal nas ruas da cidade de Los Angeles, teve um total de cinco temporadas. Nascida de Buffy, a série, em certos momentos de sua vida, obteve mais audiência e boas críticas do que sua criadora.

Angel, o protagonista dessa história, conjuntamente dos seus amigos Fred, Wesley, Gunn e Cordelia continuam com sua batalha contra o mal. Enfrentando demônios, espíritos, seitas, feiticeiros e claro, vampiros, eles têm como grande inimigo a empresa de advogacia Wolfram & Hart e como aliado para deter o Mal na terra “Os Poderes que Valem”. Por meio de visões enviadas à Cordélia, eles se comunicam com Angel e o direcionam nessa empreitada. Em meio a essa jornada, são nas temporadas finais que a série dá uma clímax no roteiro. Apesar do último ano não ter sido tão interessante, o terceiro e quarto compensam a última temporada.

Na terceira, um antigo inimigo de Angel reaparece para jurar vingança, mediante a um sacrifício um filho inesperado nasce, Wesley, se distancia do grupo e se envolve com Laia, numa relação tórrida e comovente e Cordelia aceita sua ascensão. Já no quarto ano, o retorno de Cordy traz consigo toda a revelação de um segredo e um plano minimamente colocado em prática com uma única finalidade. Algumas alianças são questionadas e outros inimigos se unem com um propósito em comum e por fim uma Besta é liberada na Terra para preparar o caminho para a chegada de seu mestre.



 
Após o final da segunda temporada, Angel mergulha numa profunda depressão devido a morte de Buffy, isso no primeiro episódio, porém ao final deste, é mostrado uma cena que será o fio condutor de toda a terceira temporada, que é o reaparecimento de Darla agora grávida de Angel. Devido aos dois estarem mortos, essa gravidez é impossível, sendo assim, todos tentam compreender o que cerca essa criança, tanto Angel com a ajuda de seus amigos, quanto a companhia de advogacia que não esperava isso e o fator mais complicado de tudo é que esse pequeno, segundo as profecias e visões a respeito dele, pode trazer um inferno à Terra.

Um novo vilão é também nos apresentado. Numa época do passado, quando Angel ainda era Angelus, ele juntamente de Darla assassinaram toda a família de um caçador de vampiros. Este por sua vez, faz um pacto com um demônio, para poder voltar a vida e jurar vingança. Dito e feito, ele retorna nesse tempo. Com Angel em crise sobre a ideia de ser pai e Darla com um filho inesperado em seu ventre, esses dois vampiros viram presas fáceis para esse caçador.

Fred, que era uma prisioneira no reino de Palyas, entra para o grupo. Devido a sua inteligencia, ela se torna de grande ajuda. Wesley, passa a ter uma feição por ela, mas é surpreendido pelo envolvimento dela com Gunn. Isso o levará a ficar cada vez mais distante e fora do grupo o colando próximo ao final da temporada em lados opostos e num caso com Laila. Angel, em meio a tudo isso, passa a ter uma forte aproximação com Cordelia e ela por sua vez, devido as constantes visões dos Poderes, se vê numa situação desconfortável, com sua vida em risco, caso ela continue com esse dom.

Essa terceira temporada se mostrou bem acima da segundo ano e com mais histórias voltadas ao arco principal do enredo. A personagem de Cordélia que até a segunda temporada foi se modificando, tornando-se mais sensível e consciente dos fatos que a cercavam, neste ano tem esse lado aprofundando. Os episódios "Billy", "Feliz Aniversário" e "À espera nos bastidores" mostram mais essa nova personalidade. A trama baseada em seu aniversário e que tem ela como peça central do episódio, muda os rumos da personagem dentro da temporada e será essa mudança que fará com que fatos futuros aconteçam, tendo o seu momento maior no último episódio. A personagem de Lailah ganha mais presença neste terceiro ano, tendo seu desfecho no quarto e o meio demônio Lorne ganha mais presença dentro da turma.

Destaque desse ano são para os episódios centrados no nascimento de Connor, no sacrifício de Darla, que devido a alma do seu filho, se redimi dos seus pecados e se entrega à morte para que seu filho possa nascer e por fim, ao episódio "Amanhã" que encerra a temporada. Diferentemente de outras séries, aqui não há nenhum ser que está tetando destruir o mundo ou domá-lo, ou mesmo abrir as bocas do submundo. Apenas uma vingança que é colocada em prática e uma pessoa que se despede.




sábado, 14 de maio de 2011

Angel

Uma das séries sobre criaturas vampíricas mais bem sucedidas na televisão norte-americana. Com um bom roteiro, personagens densos, histórias interessantes e dramas que vão além da superficialidade, Angel teve como centro da trama a questão da redenção. Um vampiro com alma que busca o perdão para os seus pecados e crimes, mas a dúvida que fica e que a série soube abordar é se unicamente a nossa alma nos faz ser bons ou maus, ou melhor dizendo, se podemos ser classificados apenas entre vilão ou herói. Nossas atitudes podem ser perdoadas, a partir do momento em que colocamos a culpa em terceiros, fatores ou situações que não podemos controlar?
A série que uma spin-off de Buffy – a caça vampiros, outra série de grande sucesso e que marcou um década, conta a história de Angel, que após ajudar Buffy a derrotar o prefeito, deixa Sunnydale, devido a sentir-se culpado pelo mau que havia cometido a ela e a tantos outros em toda sua vida quando ainda era Angelus, um vampiro sanguinário e sem sentimentos. Tendo conhecimento dessa verdade que o acompanha e percebendo que jamais teria um futuro certo com Buffy, pelo fato deles serem totalmente diferentes, ele um vampiro e ela uma caçadora, ele muda o rumo da sua vida e parte para longe.
Chegando em Los Angeles, ele vai permanecer nas sombras caçando vampiros e outras criaturas, até receber a visita e a proposta de Doyle, um meio demônio que possui o dom da clarividência, a capacidade de receber visões que prevêem um futuro e essas são enviadas por uma entidade sobrenatural chamada Os Poderes que Valem. A proposta feita consistiria na ajuda que os poderes dariam a ele por meio das visões e na contrapartida, o mal seria combatido que no caso é o objetivo dos poderes. Nesse sentido, todos sairiam ganhando, para Angel, quantas mais almas ajudar, mais perto de uma redenção ele chegaria e para os Poderes, o mal estaria sendo combatido na Terra.


Junta-se a ele Cordelia, a ex-líder de torcida de Sunnydale. Ela veio com o objetivo de tentar ser atriz, mas vai se encontrar por um acaso com Angel e ser perseguida por um vampiro que ele está caçando. Após esse caso, ela vai abrir, conjuntamente de Doyle e ele, a Angel investigações. Agora, ajudar não basta, é preciso receber por isso. Porém, mais tarde, junta-se ao grupo, substituindo o meio demônio, o ex-sentinela Wesley Pryce, que foi expulso da entidade dos Sentinelas, devido a não ter conseguido controlar a caçadora Faith.
Angel é marcado por bons episódios, boas histórias e argumentos. Um clima noir paira sobre a série, a fotografia escura e acinzentada, sempre supervalorizando os becos e pontes, conseguem conferir um clima pesado, denso e complexo à trama e o mais interessante disso é que Buffy, a série que o originou, é extremamente diferente nesse aspecto. Apesar de ser do mesmo criador e ter a mesma equipe praticamente, a diferenças entre as duas são gritantes. Enquanto em Buffy há um clima mais adolescente, mais autoconhecimento, mais juvenil, lembrando muito aqueles filmes norte-americanos de suspense com jovens adolescentes que são mortos de forma sanguinária, em Angel a esfera, o clima, até os personagens são outros. Maturidade, vida, morte, tudo é mais duro, ousado, há mais mortes, menos perdão, mais sangue, não há brincadeira.
O primeiro ano da série tem em sua estrutura apenas episódios fechados, sem ter de fato uma história que ligue a temporada. No decorrer da trama, em cada episódio somos apresentados a um caso, mas também, conhecemos melhor cada personagem que será de extrema importância para a série, como o grupo de advogados que vivem atormentando Angel, assim como a empresa para que eles trabalham, a Wolfram & Hart Advogacia, uma corporação que tem pactos e ligações com o inferno e é a mais pura materialização do mal.
Outros personagens ganham destaque e peso como Cordélia, se antes ela usada como alívio cômico em Buffy, aqui ela começa com essa proposta, porém ganha mais consistência. Após receber de Doyle o dom da clarividência, ela passa a ser de grande importância para Angel e para os Poderes. Wesley é outro que muda os ares, de um cara tímido e covarde, que tem apenas o conhecimento ao seu lado, ela passa a ser um forte feiticeiro e destemido. Nesse primeiro ano, também conhecemos mais sobre Angel e sobre Darla, a vampiroa que o transformou.


Para essa primeira temporada, destaque para os episódios Coração Solitário, segunda trama da série, bacana, envolvente, interessante. Um apartamento com uma bela vista, episódio centrado em Cordélia, que se muda para um nova casa, só que ela é assombrada. Herói, história em que se dá a saída do personagem Doyle, nesse drama, ele se sacrifica pelos seus, mas antes, passa para Cordélia, por meio de um beijo, o dom da clarividência.
A eternidade, uma decadente atriz tenta ser vampirizada, para poder obter a juventude e beleza eterna e para isso, tentará invocar novamente Angelus. Esse chamado causará fortes transtornos, causando sérias ferida ao grupo. Eu te peguei de jeito, em que um garoto é possuído por um demônio e o grupo tenta exorcizá-lo, mas ao final, a história é bem mais emblemática. Cinco por cinco e O santuário em que a personagem de Faith foge de Sunnydale e vai para Los Angeles onde é contratada pela empresa Wolfram & Hart para capturar Angel.
No segundo, há também a participação especial de Buffy, e por fim, dentre uma safra boa de episódios, cito o último da temporada: Shanshu em Los Angeles, nesse, Wesley e Cordélia são atacados pelos empregados da empresa de advogacia, deixando os dois hospitalizados em sérias condições. Um demônio é invocado pela empresa para realizar um feitiço, Angel o mata, mas não impede com que o trabalho seja feito. No final do episódio, apenas é mostrada Darla viva novamente. É a ligação para a segunda temporada.

Esse primeiro ano a série mostrou a que veio, dando totais chances para ser renovada. As temporadas seguintes intensificaram o clima sombrio e denso da trama, apresentando ótimas histórias. A primeira apesar de ser boa, é uma das mais fracas. Pessoalmente considero a terceira e a quarta as melhores. 

Para o segundo ano, a trama gira em torno de Angel sendo perturbado pela presença de Darla, agora como humana. Após ser ressuscitada por um feitiço, a pedido da empresa, ela trabalha com os inimigos de Angel para atormentá-lo e desviá-lo da sua busca por redenção. Uma profecia descoberta por Wesley diz que, caso uma criatura com alma consiga vencer a grande tribulação/batalha ou a luta contra o mal, teria sua vida recuperada. Nesse sentido, todos passam a acreditar que essa profecia se refira a Angel, mas os sócios majoritários da empresa também possuem planos para ele, porém estes são guardados a sete chaves, sendo revelados apenas na temporada final.
Nesta temporada, Drusila marca presença em Los Angeles e Gus entra para a esquipe e por fim Angel, devido a presença constante de Darla, se lança num profundo abismo de raiva e vingança, despede seus amigos e os deixa a deriva, fazendo com que eles possam encontrar seu próprio caminho e sua importância nessa luta. Cordélia torna-se mais sensível às visões dos Poderes e às pessoas que sofrem, Wesley assume a liderança e torna-se num verdadeiro guia e Gun entra para equipe como um fiel amigo.
Um dos destaques são as mudanças de comportamento de alguns personagens. Angel descobre um lado sombrio preso a si que é despertado pela presença de Darla. Mesmo tendo a alma, não o impede de evitar uma barbárie e Darla, já na forma de vampira, juntamente com Drusila tentam dominar os negócios obscuros de Los Angeles. Elas matando todo os diretores e corpo executivo da Wolfram & Har advogacia, deixando apenas Laila e Lindsey vivos, querem ter o controle total da empresa. Cordélia, Wesley Gun perdidos, já sem a liderança de Angel, não sabem o que fazer, porém quando os Poderes continuam a enviar as visões para Cordélia, eles percebem a importância do trabalho continuar, mesmo sem a presença do chefe. A temporada é encerrada com Angel recebendo a notícia por Willow que Buffy está morta.


Com relação aos episódios, se mantém a qualidade, sendo que alguns conseguem ser simplesmente soberbos. O primeiro que abre a temporada Agora e sempre consegue misturar um drama profundo, com um conto meio sobrenatural. Por meio de lembranças de Angel, conhecemos um pouco dele, ainda quando ele tentava ajudar os homens, uma traição o fere, mas ele tem uma segunda chance de acertar as contas com o passado, não apenas ele, mas alguém que ele conheceu há anos.
Meu menino, Darla reaparece na vida de Angel e o leva a um profundo inferno de traumas e incertezas. Reunião e Redefinição, Darla, agora como vampira, e Drusila fazem de Los Angeles um inferno, Angel tem a chance de salvar os diretores, mas os deixam condenados pelas mãos das duas vampiras, ao final do episódio, ele despede todos os seus amigos, os expulsando do hotel, passando a trabalhar sozinho. Em Revelação, Angel percebe o que perdeu e tenta recuperar a amizade de seus amigos, mas terá que salvá-los primeiramente de um futuro incerto.

Angel se mostrou acima de Buffy em vários aspectos. A história conseguiu ser mais densa e pesada. Em todas as histórias pôde-se se perceber um tom mais sombrio, sinistro e além do mais, a direção dos episódios teve um trabalho de edição mais acelerado. O seriado conseguiu trazer seus personagens a uma esfera mais real e profunda.
Em todas as histórias havia todo um drama coeso, além da presença sobrenatural de criaturas, questões como redenção, corrupção, ambição e o preço para se obter um certo desejo, também estavam presente. Nesse universo, todos tem um preço e todos trafegam entre extremos, não há bondade de fato e nem maldade, mas pessoas caminhando subordinadas aos seus desejos e sentimentos, sejam eles de raiva ou de compaixão. Há heróis que cobram para salvar os oprimidos, uma entidade que não se sente mal em receber dinheiro sujo, até mesmo por sangue, um ser superior que para trazer uma certa paz ao mundo, provoca todo um inferno na Terra e homens que para conseguirem alavancar suas carreiras, fazem de tudo, até perder todo o sentimento humano que os mantém.
Nem os protagonistas da série saem ileso dessas mudanças, todos os personagens, em algum momento, tem suas atitudes modificadas completamente. Alguns são possuídos por terceiros, outros assombrados pelo passado, outros pela dor ou por decisões que os levam a tomar medidas densas e sérias, mas como dito no começo dessa resenha, o fato de estarem possuídos, sendo assombrados, colocados em situações extremas, os beneficiam da não culpa por terem cometidos tais atos.
Essas questões emblemáticas são as que percorrem a todos nós e elas estão presentes nessa série de uma forma muita autêntica e interessante. Por esse e outros motivos que Angel obteve o seu lugar ao sol.





sexta-feira, 13 de maio de 2011

Buffy - temporada final

A quarta temporada de Buffy começa chata, encaminha para a chatice e termina ainda mais chata, mas o ano rende bons episódios. Dentre eles o que deu uma indicação ao Emmy Awards, Silêncio.

Neste quarto ano, Buffy vai para a faculdade juntamente com Willow. Nessa temporada terão que enfrentar a Iniciativa, uma organização do governo que faz experiências secretas com demônios, vampiros e toda sorte de criaturas sobrenaturais. Com essa história, Wedon brinca com as teorias das conspirações, fazendo uma referência a Arquivo –X.

Neste ano, Spike volta à cidade e se torna personagem regular da série, sendo que ele entra para os créditos no quinto ano. Anya volta a série para ter uma relação com Xander que por sua vez entra em crise por não saber o que quer da vida. Willow mergulha profundamente na magia, ainda mais depois que Seth a deixou, finalizando sua participação na série, mas ela terá conhecerá Tara, uma bruxa, com quem terá um envolvimento e Buffy terá um novo namorado, Finn que faz parte da Iniciativa.


O único destaque dessa temporada fica por conta dos episódios Silêncio e Primitivo. O primeiro pelo roteiro original. Quando todos misteriosamente perdem a voz, a cidade entra em pânico. O mais legal é que todos apesarem de estarem sem voz, conseguem se comunicar como antes não fariam. Uma ironia, pois é justamente quando há um silencio é que eles conseguem se entendem. Xander expressa que ama Anya, Willow que precisa de alguém ao seu lado e Buffy e Finn a verdade sobre suas indenidades. E o último leva os créditos, por ser o episódio que encerra a temporada com Willow invocando um feitiço que une a essência de todos da gangue e todas as caçadoras que até esse momento existiram no corpo de Buffy, para assim, conseguir enfrentar o inimigo da temporada. Mas se o quarto ano foi chato, o quinto é pior ainda.

No quinto ano, a turma enfrentará uma deusa que se intitula Glory. Entra na série Dawn Summer, irmã de Buffy. No caso, ela não possui uma irmã, mas um grupo de anciãos a enviaram para ela que fosse protegida, já que é uma fonte de energia, uma chave que é capaz de abrir as fronteiras de todas as dimensões e quem está a procura dela é Glory, vilã da temporada. Sendo assim, todas as lembranças das pessoas que convivem com Buffy diretamente ou indiretamente foram alteradas. Na terceira temporada, foi comentado por meio de um sonho de Buffy que ela estaria para chegar e esse aviso se deu novamente no último episodio horrendo de chato da quarta temporada.


Este quinto ano não teve muita graça, eu mesmo vi apenas alguns dos episódios, deixando de ver os outros, inclusive o final que geralmente são os mais interessantes. Os únicos fatores importantes deste ano é que Finn deixa a série ao perceber que Buffy não o ama, por conta disso, Spike o substitui como provável caso amoroso. Anya entra para turma e passa a ajudá-los na caçada. Joyce deixa a série, ao descobrir que tem um tumor no cérebro, não resistindo a doença, ela morre e ao fim da temporada, Buffy se sacrifica por Dawn, ao se lançar num abismo, sendo assim morrendo.

O sexto ano eu não assisti também, mas até hoje não tenho nenhuma vontade de vê-lo. Tudo nessa temporada soa forçado: a história, os episódios, até os vilões. A ideia que se tem é que o criador se perdeu totalmente no caminho, chegando a uma linha sem explicação.

Buffy é ressuscitada por um feitiço de Willow, a partir de sua nova vida ela volta a simplesmente caçar vampiros, ter um caso movido a sexo com Spike e tenta criar Dawn que dá uma de cleptomaníaca sem explicação. Xander pede Anya em casamento, mas não comparece a cerimônia, deixando-a com muita raiva, por conta disso, ela volta a ser o demônio da vingança. Willow começa a ficar viciada em feitiços e Giles volta para a Inglaterra, tornando-se num personagem recorrente e para terminar essa bagunça, Spike tenta estuprar Buffy ao final da série.


Para esse ano os vilões são tentativas de seres maléficos que não deram certo. Entram na parada o trio nerd, formado por três estudantes muito estranhos que resolvem infernizar a vida de Buffy sem motivos aparente e termina com Willow se rendendo ao seu lado negro e se transformando numa bruxa perigosa, devido a Tara ter sido assassinada pelo trio nerd.

Essa é a melhor parte da série, Willow consegue dar um fôlego a temporada, o problema que isso acontece apenas ao final do ano, ou seja, muitos episódios já se passaram e muita audiência já se perdeu. Destaque para o último episódio, intitulado Túmulo. A história foi interessante, os diálogos meio chatos, mas ficou bacana pelo desfecho dos personagens. Giles retorna para tentar resolver a situação e numa conversa com Buffy, ela simplesmente desabafa, dando a entender que essa voz é a do próprio Whedon afirmando que não conseguia entender como todos puderam ter chegado a tal situação, circunstâncias inexplicáveis essas que quase cancelaram a série.

É, se nem ele acreditava, quanto menos eu, mas como ainda nada estava perdido, o episodio é encerrado de forma comovente, dando a entender uma continuidade. Ao final, Xander convence Willow a não destruir o mundo, Buffy e Dawn se entendem e Spike recupera sua alma, tudo isso ao som de uma música envolvente e muito bonita, mas se o sexto ano foi triste, a sétima e última temporada vem com tudo.



Para este último ano Whedon resolveu tentar voltar a essência, com todas as histórias fazendo referência ao passado, uma ideia que deu mais do que certo.

Dawn passa a estudar no colégio de Sunnydale que fora reconstruído para este último ano. Buffy começa a trabalhar como orientadora na escola. Xander atua como encarregado de obras, Anya, que já faz parte do elenco regular da série, ainda continua como o demônio da vingança, só que agora, realizando desejos mais simples. Willow volta para a cidade, depois de passar uma temporada na Inglaterra com Giles e Spike, depois que recuperou sua alma, começa a viver atormentado pelo seu passado sangrento vivendo no sótão da escola.

Para este ano, a gangue terá que enfrentar o Primeiro Mal e seus servos que a mando deste estão eliminando todas as garotas que são caçadoras em potencial. Conforme a mitologia que rege a série, a cada geração surge uma caçadora, quando uma é eliminada, outra ressurge no lugar desta. Porém eliminando todas as possíveis, não haverá mais caçadora quando a atual morrer. Voltam para a temporada também, Billy e Andew, os vilões da sexta. Eles querem evitar um grande mal que está para acontecer em Sunnydale e avisar Buffy sobre a sua existência, dessa forma, tentando conseguir o perdão deles. 

Todos os episódios conseguem manter o equilíbrio de tensão da temporada e deixá-la interessante. Todos os personagens centrais são trabalhados de forma brilhante por Whedon em cada episodio. Buffy tenta manter a ordem e se centrar como líder, Spike, atormentado pelo seu passado remoto e recente, tenta se reaproximar e ganhar a confiança dela novamente. Anya se arrepende de suas ações, volta a ser humana e mantém uma relação distante e próxima de Xander e ele sentido-se péssimo ao que fez a ela, foca seu trabalho em ajudar Buffy. Outro ponto positivo na série foram os comentários engraçados, piadas certeiras e momentos cômicos que se faziam de tudo. Há referências até à própria série.





Dentre a temporada, destaque para os episódios Ajuda; Altruísmo; Conversas com os mortos; Jamais deixe-me; O assassino dentro de mim e A escolhida.

Ajuda conta é uma história comovente de uma garota, (Dakota Fanning, numa excelente participação, ela é foda) que tem pressentimentos do que irá acontecer e prevê sua morte daqui uma semana. Buffy tenta ajudá-la e até impede uma seita de realizar uma invocação usando ela como sacrifício, mas ao final, ela simplesmente morre, deixando todos tristes e deprimidos por não conseguirem lutar contra o que tem que ser. Altruísmo, história focada em Anya que consegue retirar o melhor dessa personagem.

Conversa com os mortos é o melhor da série. Com quatro histórias paralelas e excelentes diálogos, o Primeiro Mal se apresenta a todos na forma de pessoas que já morreram, tentando convencê-las a desistirem de lutarem. Nessa história, que é centrada em Buffy, Willow, Dawn e Spike, o Mal tenta persuadi-los e manipulá-los. Tudo nesse episodio contribui para a sensação de dúvida, medo e incertezas: a trilha, os planos, a montagem, enfim, o melhor da temporada.

Jamais deixa-me pelo excelente final, comovente e introspectivo entre Buffy e Spike. O assassino dentro de mim leva os créditos, que por meio de uma história estranha, o seriado consegue trabalhar com o lado mais perigoso e negro dos personagens de Willow e Spike, mostrando o quanto eles estão numa linha fina entre o bem e o mal e por fim A escolhida pelo excelente final da temporada, pelo desfecho trágico e emocionante de alguns personagens e pela presença de Faith que volta a série próxima ao final para encerrá-la ao lado de Buffy.

Nesta temporada, o destaque fica para Willow, simplesmente sua personagem cresceu de uma forma espetacular. Com ela a série teve seus momentos mais tensos, engraçados e dramáticos. Por fim, Buffy é uma série que vale a pena ter em original e completa, bom, pelo menos as temporadas de 1 a 3 e a 7. Suas histórias envolvendo o oculto, o medo da morte, as inseguranças da vida fora muito bem trabalhadas, mesmo não havendo muito profundidade em cada tema desse, a série soube amadurecer com o tempo e a prova disso é sua última temporada. Todos os seus personagens que antes eram mostrados em dúvidas e medos na primeira temporada, encerram esse ciclo seguros de si, coerentes de suas escolhas e vidas. Um trabalho bacana, vilões simpáticos, personagens queridos.